Sexo, Amor e traição.
Capitulo 1
Início de um plano.
Estava de costas na antiga fabrica abandona, quando senti sua presença, me virei o mais rápido possível, sentido ameaçada saquei a arma em sua direção, pronta para atirar à qualquer momento.
[Eduardo] _ Adoro mulheres perigosas. Disse enquanto aproximava-se.
[Anne] _Odeio homens atrevidos. Não suportava ter que estar cara a cara com ele, aqueles olhos fingidos, ele se sentia o máximo, a pessoa mais fria e sem sentimentos que já conheci, sabia que não podia confiar, e não queria estar ali e ter que trata-lo bem. Se não bastasse ele se aproximou ainda mais, até ficar com o peito encostado na arma, tive vontade de apertar o gatilho, ainda mais depois que ele me desafiou dizendo:
[Eduardo] _Então atira em mim.
Sínico! Sabia que não podia fazer isso, tinha ordens, se eu o matasse seria meu fim também, guardei a arma, e em minha mente só conseguia pensar uma coisa: "Espero ter a oportunidade de fazer isso um dia."
[Anne] _Se não precisasse de você não tenha duvida que faria isso. Detesto ter que negociar com alguém mal carácter, sínico e sem escrúpulos feito você.
Ele aproximou-se do meu rosto, e eu pensei: "Se ele tentar qualquer coisa dou um murro nele, não posso mata-ló, mas ninguém falou que não posso surra-ló." Ainda bem que ele só pegou em meu queixo e disse ironicamente.
[Eduardo] _Digo o mesmo ao seu respeito.
Eu sorri, ele pensava que não sabia nada sobre ele, senti dó e ódio ao mesmo tempo, ódio porque ele era mais frio e calculista do que imaginava, e dó porque sabia mais à respeito dele do que ele sabia de mim.
[Anne] _Eu posso ter mil defeitos, mas nunca matei.
Ele se afastou por perceber que sabia a verdade, virou -se de costas e tronou a me olhar, negando o que havia dito.
[Eduardo] _Eu também não, o que quer que saiba, é mentira, já provei que não tenho nada com isso.
Eu não me aguentei, e ri.
[Anne] _Não adianta mentir para mim Eduardo, sei de tudo, pobre menina, achava que era amor, mas na verdade o que queria era só sexo, e depois tomado pelo sentimento de culpa, ou medo, matou enterrou o corpo na serra, sei a exata localização, posso denuncia-lo.
[Eduardo] _E porque não fez isso?
[Anne] _Porque preciso de você, senão por qual outro motivo estaria aqui? Infelizmente meu chefe quer que trabalhe para ele.
[Eduardo] _ E quem é seu chefe, o dono do museu?
Novamente eu ri.
[Anne] _ Acho que já percebeu nesse nosso encontro que não trabalho somente no museu, aliais o emprego no museu faz parte de um plano muito maior, no qual não posso contar agora, meu chefe e o senhor Carlos Eduardo Bertolucci. Também conhecido nessa cidade como Temente Paulo.
Ao ouvir isso ele sentiu medo.
[Eduardo] _ Trabalha para polícia?
[Anne] _ Não faço parte de uma gang, roubamos bancos e museus.
[Eduardo] _ E se não aceitar trabalhar para vocês.
[Anne] _ Bem! Tudo que estamos conversando esta sendo ouvido por outros membros da gang, se não aceitar tenho ordem para mata-lo.
[Eduardo] _Disse que nunca matou ninguém.
[Anne] _Sim, mas sempre tem a primeira vez, não me arrependeria em matar alguém feito você.
[Eduardo] _Então, não tenho outra escolha?
Saquei a arma novamente e olhei para ele esperando uma resposta.
[Eduardo] _ Eu aceito então.
Abaixei a arma novamente, um pouco inconformada, pois queria muito ter atirado nele. então disse:
[Anne] _ Sabia que iria aceitar, deixe-me explicar algumas coisas, meu nome é Anne, o restante não precisa saber. Nossa gang é composta por quatro pessoas até o presente momento, eu, minha amiga Gabriela, meu namorado Bruno e meu chefe Carlos. Já realizamos diversos roubos, todos bem sucedidos. Chegamos em uma cidade, arrumamos os empregos certos, ganhamos a confiança das pessoas, e no final, realizamos o roubo, vamos embora sem deixar rastros, mudamos a aparência, os nomes planejamos um novo roubo.
[Eduardo] _Só por curiosidade, quantos roubos foram.
[Anne] _Desde que conheci Carlos, com onze anos, realizamos vinte e dois.
[Eduardo] _ Impressionante.
[Anne] _Não estamos aqui para falar ou meu respeito, estamos aqui para falar sobre seu novo trabalho.
Ele se sentou em um caixote de madeira e comecei a explicar:
[Anne] _Provavelmente esse será nosso ultimo roubo, iremos lucrar uma fortuna com ele. Como sabe o museu esta expondo as joias mais caras do mundo, e queremos uma coroa que pertenceu a princesa Katharina Henckel Von Donnersmarck, tem o valor estimado à aproximadamente US$ 12 milhões, mas conseguimos um excelente comprador que nos ofereceu o dobro pela joia. Seu papel no roubo e fácil, precisamos de alguém como você para assegurar que ninguém vai estragar nossos planos, afastar qualquer pessoa que possa nos atrapalhar.
[Eduardo] _ Tranquilo, e quanto eu vou ganhar com isso?
[Anne] _Isso você terá que negociar com nosso chefe, Carlos. Ele pediu para marcar uma reunião, para amanhã de tarde, nesse mesmo lugar, tente não deixar pistas, não ser seguido, à indiscrição é o segredo para ser bem sucedido, quanto menos desconfiarem de você, melhor.
Ele se levantou, estendeu a mão e disse.
[Eduardo] _Pode contar comigo Anne, ninguém desconfiará de nada.
[Anne] _Eu sei, da mesma forma que ninguém desconfiou da morte da menina.
Ele continuou com a mão estendida e disse:
[Eduardo] _Estamos juntos ou não estamos.
[Anne] _Infelizmente sim, mas não me peça para confiar em você.
Nesse momento sai e deixei ele lá, ele gritou:
[Eduardo] _ Que horas encontro o Carlos aqui?
[Anne] _As 15 horas.
Tinha muito o que fazer, não queria ficar ali perdendo tempo com aquele idiota, e não estava mais suportando tanta falsidade, não gosto dele e alertei o Carlos em relação a ele, mas à algum tempo o Carlos não me ouve, desde que comecei a namorar com o Bruno, ele fala que foi a pior besteira da minha vida, mas eu sei que não, o Bruno mataria e morreria por mim. Já era tarde, e estava na hora de voltar do meu almoço, sentei na praça como de costume e comecei a observar o movimento em frente ao museu, os senhores jogando Dama na praça; a mulher que passa com o cachorro; os guardas do museu olhando para o decote dela toda vez que agacha para fazer carinho no cachorro; o sino da igreja tocando; os alunos saindo da escola.
Olhei no relógio, duas horas e três minutos, estava na hora de voltar, levantei e fui para o museu.
[Guarda] _Boa tarde, senhora Marta.
[Anne] _Boa tarde, senhores, tudo certo ai?
[Guardas] _Sim, estão esperando a senhora.
[Anne] _Como sempre.
Entrei no museu direto para minha sala, cumprimentei os demais funcionários como o de costume. O supervisor do museu chegou e disse:
[Supervisor] _ hora de trocar as joias.
Então segui ele para o cofre de segurança e trocamos todas as joias, uma por uma, tronando à expor as originais e guardando os replicas, sempre fazemos isso, durante o horário de almoço guardamos as joias originais em um cofre que somente eu e o dono do museu tem autorização para abrir.
Conhecer o Carlos mudou minha vida, aprendi muito com ele, coisas boas e ruins. Aprendi a atirar, a lutar, aprendi línguas diferentes, fiz a faculdade de engenharia de segurança, aprendi etiqueta, dança e outras coisas que me faz sentir mal em pensar, como manipular os sentimentos das pessoas, trair, mentir, enganar. Não gosto de ficar pensando no mal que fiz, penso que nunca precisei matar, nem passar por cima de ninguém para conseguir o que consegui, eu só tomei bens de quem tinha demais, pessoas soberbas, e bancários que costumam fazer coisas piores que eu, pois toma dinheiro de quem não tem nada. Já fui muito pobre, quando morava no norte de Minas Gerais, passava fome, e vontade de ter muitas coisas, por mais que meus pais se esforçavam não conseguiam melhorar nossa vida, meu pai trabalhava para os traficantes do bairro e minha mãe era empregada doméstica, o que ganhávamos era para sustentar os vicios deles, ninguém nunca pensou em nos ajudar, até o dia em que meus pais morreram, baleados pela a policia, desde então tenho ódio de policia, eles acham que são donos do mundo, que pode fazer o que bem entender por carregarem uma arma. Naquele dia o Carlos apareceu, era o parente mais próximo que tinha, primo do meu pai, Carlos me levou para a capital de Minas Gerais, e aprendi muito sobre a vida com ele, aprendi que homens ruins estão sempre no poder e são os mais respeitados pela a sociedade, aprendi que dinheiro traz sim felicidade, aprendi que homens são seres facilmente manipulados e que se não souber dona-los e eles que vão nos domar, aprendi a fazer sexo e a controlar meus sentimentos. Mais o pior em conhecer o Carlos, foi que ele me prendeu para sempre, não consigo me libertar dele, se tentar fugir ele me mata, estou torcendo para que tudo de certo nesse nosso ultimo roubo, pois ele me prometeu que depois deste ele me deixará partir, quero seguir minha vida, longe do Carlos, do Bruno, da Gabi e de todos que me fazem lembrar dessa vida que tive até então, quero seguir sozinha, doa à quem doer.


